Terminei hoje a primeira fase da organização do acervo documental de Francisco Guerreiro. Estamos a falar, assim por alto, de mais de meio milhar de documentos individuais, como correspondência, notas soltas, manuscritos, fotografias, objectos e memorabilia diversa, finalmente ordenados cronologicamente, desde a juventude até aos últimos anos de vida.
Não foi uma tarefa nada fácil, quer em termos logísticos, quer emocionais. Foi impossível ficar indiferente a certas cartas, fotografias de outros tempos e de locais longínquos, rostos de gente jovem que hoje já não está entre nós. São quatro grandes caixas de memórias que agora irão começar a ser catalogadas e, a seu tempo, divulgadas no site.
No início deste projecto, ainda que movido por um enorme entusiasmo, estava longe de imaginar o que estava à espera de ser descoberto, as pedras preciosas que estavam amontoadas no velho escritório do meu Avô, umas fascinantes, outras comoventes, outras tantas que farão as delícias dos que gostam de estudar o passado para melhor entender o presente e, quem sabe preparar um futuro.
A todos fica a promessa de que nenhum papel ficará esquecido, todas as páginas serão passadas à lupa, e que, sempre que me permita o tempo, aqui chegarão em versão digital para que possam tirar delas o melhor partido possível.
Aqui fica um pequeno tesouro datado de Outubro de 1954. Ao contrário de muitas outras fotografias do catálogo, esta apenas contém a anotação da data e do local. À direita é Francisco Guerreiro, mas desconheço os seus dois companheiros. Talvez aí desse lado alguém seja capaz de os identificar. Se tal acontecer, não hesite em partilhar connosco e contribuir para que o espólio fique ainda mais completo.
Revisão 12.06.2009 – 17:02h: não foi preciso esperar muito. Julga o meu pai que, à esquerda é Francisco da Silva Gramacho, também conhecido por “Chico Carpinteiro”. Vamos ver se mais alguém confirma, e se conseguimos identificar o terceiro elemento do grupo.
Revisão 13.06.2009 – 12.15h: aí está a resposta! A Arlapa, sempre atenta ao nosso trabalho dá-nos a saber que, o companheiro ao centro é Alcindo do Vale, e confirma que, à esquerda está o “Chico Carpinteiro”. Muito obrigado pela colaboração. A Biblioteca Guerreiro agradece!
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