Concurso Literário Francisco Guerreiro

A propósito das Comemorações do Dia da Freguesia, a Junta de Freguesia de Pechão promove a partir deste ano o Concurso Literário de Prosa e Poesia Francisco Guerreiro, dando assim seguimento a uma ideia já com algum tempo, que visa não só honrar o nome do autor da Pequena Monografia de Pechão, como também promover os hábitos de escrita.
Desta forma, todos os interessados poderão concorrer com os seus textos em Prosa ou Poesia, os quais serão posteriormente avaliados por um júri nomeado pela Junta de Freguesia.
A Biblioteca Guerreiro associa-se a esta iniciativa, divulgando desde já o Regulamento do Concurso, o qual pode ser descarregado aqui mesmo:

Descarregar Regulamento (PDF)


29 de Junho, 2009
Espólio, Manuscritos
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Rimas singelas

Para comemorar o primeiro mês de existência da Biblioteca Guerreiro, poderá ser consultado a partir de hoje o manuscrito com o trabalho poético de Francisco Guerreiro, compreendido entre 1943 e 1954.
São mais de 80 páginas, com muitos dos poemas que viriam, anos depois, a constituir o livro As minhas quadras singelas, e outros poemas, e que agora estão digitalizadas e prontas para consultar na secção de Exposição.


17 de Junho, 2009
Colaborações, Estórias
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Livros e leituras

Falar da Biblioteca Guerreiro é falar essencialmente do meu pai. São centenas de livros, documentos, apontamentos, recortes, cartas, moedas, selos, etc, etc, um espólio enorme coleccionado e preservado ao longo de várias décadas.

O meu pai foi sempre dedicado aos livros e à leitura, procurou e adquiriu, por sua conta e risco, conhecimentos nas mais diversas áreas, compatíveis com a cultura geral de muitos portadores de canudos universitários, aquilo a que vulgarmente se chama de autodidacta, um verdadeiro autodidacta!

Desde que me recordo, sempre conheci a minha casa com livros, jornais e revistas. Ali podia faltar o dinheiro (e faltou muitas vezes), mas nunca faltou informação e formação. Comprados, oferecidos, emprestados, os diversos canais de cultura estiveram sempre presentes naquela modesta casa de gente pobre e trabalhadora.

A minha mãe, ao contrário do seu companheiro de sempre, era pouco dedicada à leitura. Não por falta de saber ler, tão pouco escrever, mas porque a sua vida, arrastada e dura, jamais lhe permitia ter tempo e discernimento para essa actividade. Por força das circunstâncias e da actividade cívica e política do meu pai, coube-lhe a ela, muitas vezes, assegurar o sustento da família. Quando o meu pai esteve preso, quando andou fugido, quando emigrou para a Argentina, foi a minha mãe que tomou conta da casa, dos filhos, das courelas, dos animais de criação, enfim, foi mãe e foi pai ao mesmo tempo.

Daí que a leitura não fosse para ela uma prioridade, mas sim uma actividade para quem não tem mais nada para fazer. Chegava a criticar o meu pai, dizendo-lhe que perdia o tempo todo com a leitura, ainda por cima “quase sempre com mentiras, os jornais trazem o que lhe querem lá pôr…”.

Às vezes, já nos últimos anos de vida em conjunto, a minha mãe pegava no jornal e dedicava-lhe algum tempo, normalmente à imprensa regional e preferencialmente às notícias relacionadas com pessoas conhecidas. Por exemplo, gostava muito de ler a página da necrologia. Nunca percebi muito bem, mas essas páginas nunca falhavam!

Mas a minha mãe foi uma grande mulher. Uma trabalhadora incansável, uma companheira inseparável e uma mãe dedicada. Costuma dizer-se que “atrás dum grande homem está sempre uma grande mulher”, pois no seu caso, nada mais verdadeiro e acertado.

Este pequeno intróito serve para contextualizar um episódio vivido há cerca de 50 anos, uns meses depois da campanha eleitoral e das eleições a que concorreu o general Humberto Delgado. Eu tinha cinco anos, mas lembro-me muito bem, é talvez uma das memórias mais antigas dos meus primeiros anos de vida, um caso que só muito mais tarde compreendi e lhe dei o devido significado e valor.

Pelos apontamentos do meu pai, a campanha eleitoral começou no dia 8 de Maio de 1958. Primeiro foi apoiante do Dr. Arlindo Vicente, tendo participado num comício em Faro, na noite de terça-feira, de 27 desse mês. Já depois da desistência do candidato a favor do General Humberto Delgado, o meu pai acompanhou este último numa acção em Olhão, na tarde do dia 4 de Junho e participou na distribuição de listas no sábado, dia 7.

As eleições tiveram lugar no domingo, dia 8, com os seguintes resultados “oficiais” em Pechão:

- Inscritos: 185
- Votantes: 145
- A. Tomás: 108
- H. Delgado: 37

Uns dias após as eleições, a PIDE começou uma vasta operação de repressão aos envolvidos na campanha e no apoio ao General “Sem Medo”. De norte a sul do país, milhares de activistas da oposição foram incomodados, perseguidos, notificados e presos pelo regime. A Freguesia de Pechão, um dos baluartes da resistência não fugiu à regra e, no dia 1 de Julho, no rescaldo dum assalto à aldeia, prenderam o “Chico Carpinteiro”, apelido do grande antifascista Francisco da Silva Gramacho.

De acordo com os seus apontamentos, o meu pai só foi incomodado pela PIDE em 27 de Julho, tendo sido presente à delegação de Olhão.

Neste intervalo de tempo, o meu pai andou fugido, assim a modos que na clandestinidade, sendo por esse dias que se deu o tal caso que tem muito a ver com a Biblioteca Guerreiro.

Nessa época, a casa dos meus pais era constituída por uma cozinha, um corredor, uma sala, dois quartos e um sótão, tudo pequenas e simples divisões. Casa de banho não havia, só tivemos esse privilégio alguns anos depois, como, aliás, muitas outras casas que conheci. Junto à janela da sala, o meu pai tinha uma secretária e por detrás da porta que dava para o corredor, estava uma pequena estante com alguns livros e revistas, que ficava encoberta quando se abria a porta.

Ao contrário do que acontece hoje em dia, as portas estavam sempre abertas, pelo que, quando a minha mãe se apercebeu já dois sujeitos, bem vestidos, de casaco e chapéu, estavam no corredor. Em casa estava apenas a minha mãe e eu, agarrado à sua saia, no alto dos meus cinco anos, enquanto a minha irmã, na altura com 18 anos, devia estar na costura.

Não sei se tive medo, mas a minha mãe acho que não, ou então disfarçou muito bem. Colocou-se na tal porta que dava acesso à sala e decidida perguntou-lhes o que pretendiam, seguindo-se um diálogo muito próximo deste:

- “Somos amigos do seu marido e viemos buscar uns livros que ele nos emprestou”

- “O meu marido não está e eu de livros não percebo nada”

- ”Não faz mal, nós sabemos quais são, só queremos que nos diga onde estão”

- ”Não sei. Venham outro dia quando ele estiver. Aqui, sem o meu marido, não entram!”

E enfrentou-os, firme e decidida. Não sei se por ser de dia, se por a minha mãe falar muito alto e ouvir-se na vizinhança do monte, o certo é que os sujeitos foram embora e, nesse dia, os livros ficaram a salvo. A pouco mais de um metro dos abutres!

Penso que alguns deles são hoje parte integrante da Biblioteca Guerreiro, um espólio valioso construído por um grande homem e defendido por uma grande mulher. Muito obrigado aos dois!

Vladimiro Guerreiro


11 de Junho, 2009
Espólio, Fotografias
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Primeira fase terminada

Terminei hoje a primeira fase da organização do acervo documental de Francisco Guerreiro. Estamos a falar, assim por alto, de mais de meio milhar de documentos individuais, como correspondência, notas soltas, manuscritos, fotografias, objectos e memorabilia diversa, finalmente ordenados cronologicamente, desde a juventude até aos últimos anos de vida.
Não foi uma tarefa nada fácil, quer em termos logísticos, quer emocionais. Foi impossível ficar indiferente a certas cartas, fotografias de outros tempos e de locais longínquos, rostos de gente jovem que hoje já não está entre nós. São quatro grandes caixas de memórias que agora irão começar a ser catalogadas e, a seu tempo, divulgadas no site.
No início deste projecto, ainda que movido por um enorme entusiasmo, estava longe de imaginar o que estava à espera de ser descoberto, as pedras preciosas que estavam amontoadas no velho escritório do meu Avô, umas fascinantes, outras comoventes, outras tantas que farão as delícias dos que gostam de estudar o passado para melhor entender o presente e, quem sabe preparar um futuro.
A todos fica a promessa de que nenhum papel ficará esquecido, todas as páginas serão passadas à lupa, e que, sempre que me permita o tempo, aqui chegarão em versão digital para que possam tirar delas o melhor partido possível.
Aqui fica um pequeno tesouro datado de Outubro de 1954. Ao contrário de muitas outras fotografias do catálogo, esta apenas contém a anotação da data e do local. À direita é Francisco Guerreiro, mas desconheço os seus dois companheiros. Talvez aí desse lado alguém seja capaz de os identificar. Se tal acontecer, não hesite em partilhar connosco e contribuir para que o espólio fique ainda mais completo.

Revisão 12.06.2009 – 17:02h: não foi preciso esperar muito. Julga o meu pai que, à esquerda é Francisco da Silva Gramacho, também conhecido por “Chico Carpinteiro”. Vamos ver se mais alguém confirma, e se conseguimos identificar o terceiro elemento do grupo.

Revisão 13.06.2009 – 12.15h: aí está a resposta! A Arlapa, sempre atenta ao nosso trabalho dá-nos a saber que, o companheiro ao centro é Alcindo do Vale, e confirma que, à esquerda está o “Chico Carpinteiro”. Muito obrigado pela colaboração. A Biblioteca Guerreiro agradece!

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4 de Junho, 2009
Colaborações
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Recortes

“Ah!, Vladimiro, nunca pensei que a velhice custasse tanto!”

Era desta forma que o meu pai manifestava o seu desencanto e angústia perante o avanço da idade e das maleitas a ela associadas.

Todos os dias ia visitar os meus velhotes, uma, duas ou três vezes, mas pelo menos ao fim do dia, era certo e sabido que nos encontrávamos para um pouco de conversa, mais de política e cultura geral com o meu pai, sobretudo da vida e labuta diária com a minha mãe. Um pouco de conversa e um jornal. Eu comprava-o de manhã, às vezes lia apenas os cabeçalhos e ao fim do dia passava-o para ele, numa cumplicidade rotineira ao longo de muitos anos. Quando o meu pai ia até Olhão, normalmente um dia por semana, para fazer algumas compras e conversar um pouco com os seus amigos da cidade, comprava ele o jornal (ou ofereciam-lhe, como era o caso do “Brisas do Sul”) e eu lia-o na noite.

Ao longo destes anos, pelas nossas mãos passaram muitos títulos, com maior assiduidade para o “Diário”, “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso” e “Avante”, um dia um, outro dia outro, mas sempre notícias frescas para ler e comentar.

O meu pai sabia ler e escrever bem, mas muito melhor sabia interpretar o que vinha nas entrelinhas, uma aprendizagem feita ao longo de muitos anos da ditadura fascista, nas páginas do “República”, “Diário de Lisboa” e no clandestino “Avante”. Às vezes ficava aborrecido e revoltado com as notícias, comentários e um certo tipo de jornalismo subserviente, parcial e balofo dos grandes meios de comunicação social.

“Ah!, Vladimiro, não basta ser velho se não ainda ter de aturar tanta mediocridade. Dá-me vontade pregar com isto tudo no lixo!”

Mas no outro dia voltava de novo aos jornais e aos recortes dos artigos mais interessantes, às vezes com anotações feitas nas margens do papel. O apelo daquelas folhas era mais forte do que a sua desilusão e amargura…

Tudo isto durou até pouco tempo antes da sua morte, apenas nos últimos quatro ou cinco dias dispensou a leitura dos jornais. O meu pai manteve-se perfeitamente consciente da sua situação até à partida para a última viagem, inclusive foi pelo seu próprio pé, amparado no meu ombro, para a ambulância que o transportou até ao hospital de Faro, onde terminou a sua vida perto das oito horas do dia 17 de Março de 2004. Falei com ele pela última vez às vinte e duas horas do dia anterior, estava calmo e consciente. Lembro-me que tinha os pés muito frios, a minha cunhada Isabel, que me acompanhou e possibilitou a visita, foi buscar uma pequena manta e embrulhou-a nos membros inferiores. Despediu-se de mim com um aperto de mão. Deve ter sido o seu último acto afectuoso!

Para além dos livros, moedas, documentos, apontamentos e poemas inéditos, esses recortes dos jornais, fazem parte do espólio que agora irá ficar disponível na internet, mais propriamente na Biblioteca Guerreiro, um trabalho dedicado, muito bem elaborado e sentido do seu neto mais novo, do meu filho Rui Guerreiro.

“Vladimiro, isto está quase no fim!”

É verdade, parece que ainda ouço estas palavras. O meu pai, o grande Francisco Guerreiro, manteve o discernimento e a consciência até ao fim dos seus dias. Mas também a determinação, o porte, as convicções e os ideais. Como ele estaria orgulhoso com esta iniciativa do seu neto!

Vladimiro Guerreiro


29 de Maio, 2009
Editorial
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Editorial

Francisco Guerreiro estaria hoje a comemorar exactamente 92 anos e quatro meses de vida. Também neste dia, há 22 anos atrás, escrevia no seu diário, com letra bem marcada, confiante e alegre, “compro a máquina de escrever!”.
Estas são apenas datas simbólicas, algo que serviu de argumento para escolher o dia em que este espaço abre as portas ao público. Os motivos que conduziram a esta iniciativa são bem mais concretos, quer em termos de divulgação cultural da obra e do conhecimento acumulado por Francisco Guerreiro, quer a nível pessoal e afectivo para com o homem e o seu legado.
Comecemos então pelos primeiros. À falta, por ora, de um espaço onde o espólio de Francisco Guerreiro possa encontrar um contacto directo entre aquele e o público em geral, a criação de um espaço virtual que permita desde logo a interacção, e a longo prazo a divulgação da maior parte possível da imensa herança cultural do autor da Pequena Monografia de Pechão, parece-me ser o passo adequado a dar neste momento, acreditando que não seja, nem o maior, nem tão pouco o último, em direcção a um digno e pedagógico destino a dar ao trabalho deste ilustre habitante da freguesia de Pechão.
Ao longo de 87 anos, Francisco Guerreiro colheu do mundo muito do que lhe foi permitido agarrar, e como ele bem sabia, uma boa colheita depende, não somente, mas em boa parte, da dedicação ao trabalho da lavoura, do cultivo e do zelo. Assim da terra como das humanidades, foi obtendo os recursos necessários à vida de um pensador, assim se instruiu e construiu em seu redor um espaço de saber, de aguçada curiosidade e dúvida irredutível perante as respostas que o mundo lhe apresentou. Para dar alguma objectividade a este facto, para que seja possível ao menos ter uma ideia do espólio, aqui ficam alguns dados gerais: ao longo do seu percurso de vida recolheu perto de mil títulos, entre obras de literatura, ensaios políticos, estudos de ciências sociais e naturais, periódicos nacionais e estrangeiros, deixou um número ainda não totalmente determinado de material manuscrito, muito do qual inédito, parte do mesmo que ficou editado nos três livros que escreveu, uma colecção de diários pessoais e de viagem mantidos ininterruptamente entre 1949 e 2004, foi um apaixonado pela numismática, um atento curioso das lides da arqueologia, e viu sair do prelo, dois dos seus três livros: a já mencionada Pequena monografia de Pechão (1988), a primeira colectânea de poemas, intitulada As minhas quadras singelas, e outros poemas (1992), e a título póstumo Quadras Sentidas (2004), a segunda compilação de poesia.
Apresentados os argumentos que dizem respeito à pessoa de Francisco Guerreiro, e que, só por si dão sentido a esta iniciativa, resta-me apresentar o lado pessoal da mesma, a ligação afectuosa que tenho para com o projecto que agora, após avanços e recuos, dá finalmente os primeiros passos.
Ainda miúdo — lembro as vezes que entrava no pequeno escritório do meu avô e respirava aquele cheiro abafado do papel —, imaginava uma bela estante, alta e aprumada, onde aquele conhecimento todo pudesse ser recebido com a dignidade que, na vida como eu a vejo, devem ser acolhidos os objectos que mais peso ocupam na longevidade e razão, dos nem sempre coerentes Homem e Mundo: os livros.
Por essa altura comecei também a comprar os meus próprios livros, a conhecer autores e obras famosas, e posteriormente a escolher os que mais mexiam comigo, os que faziam pensar, os que despertavam paixão ou ódio, os que simplesmente divertiam e aqueles que pouco ou nada acrescentavam ao meu crescimento. Depois da leitura como descoberta de um mundo novo, saltei para o afecto, para o interesse pela ordem e pela preservação dos livros e do seu poder de enriquecimento cultural, e de como aquelas podem ser uma mais valia social. Haverá para lá de 15 anos quando, pela primeira vez decidi que seria uma actividade que, não só me daria imenso prazer, como poderia no futuro ser de grande utilidade, e com isto entrei pelos corredores longos da catalogação e da prática arquivista. A princípio com interesse moderado, bem como o quanto sabia acerca do assunto. Com o tempo, pesquisei, li tanto quanto pude acerca da matéria e, durante a universidade frequentei inclusivamente algumas cadeiras sobre as várias disciplinas que compõem a biblioteconomia, o que me permitiu, ainda que não como um profissional, atingir um grau de conhecimento suficiente para pôr em marcha este sonho antigo de criar uma biblioteca com os livros do meu avô, os que o meu pai acrescentou, e os que fui abraçando ao longo dos anos.
É, no fundo, este o grande motor da Biblioteca Guerreiro, ao que acresce o facto de que sinto como imperativo divulgar a parte menos visível da obra de Francisco Guerreiro. Mas é bem mais que um mero catálogo ou exposição dessa mesma obra, é sobretudo um espaço de conversa, de troca de experiências que, assim espero, venham a popular esta casa virtual, vindas de pessoas de todos os credos e quadrantes, que por esta ou aquela razão, tocaram ou foram tocados por Francisco Guerreiro. É uma iniciativa cheia de vontade, em fase de crescimento, pelo que, de certo se irão deparar a cada semana com algo novo, seja no Catálogo bibliográfico e documental em construção, o qual poderá consultar a qualquer momento, seja na área de Exposição ou no Espólio, ou nos textos de opinião no Blog.
A Biblioteca Guerreiro está, portanto a funcionar, e para que continue por bom caminho, entre, dê uma vista de olhos, comente ou contribua mesmo, enviando o seu texto para a morada de email apropriada que encontrará na secção de Contactos. Será um prazer ter a casa de Francisco Guerreiro cheia de letras e de amigos.

Bem-vindos!

Rui Guerreiro